Embriologia animal
Nos animais, o embrião pode dar lugar a um adulto, em processo de
crescimento direto, ou produzir uma larva que passará por metamorfose
para converter-se em adulto. As células que apresentam dois jogos
cromossômicos homólogos são diplóides e os organismos correspondentes
diplontes. Isso ocorre em todos os animais: durante a gametogênese,
formam-se os gametas (óvulos nas fêmeas e espermatozóides nos machos),
que só têm um jogo cromossômico como resultado da meiose.
Na fecundação, o núcleo do espermatozóide funde-se com o óvulo para
formar o zigoto, que assim constitui a célula diplóide. O embrião pode
desenvolver-se fora do organismo a partir do qual se formou,
alimentando-se de uma substância proporcionada pelo óvulo, o vitelo
(caso dos animais ovíparos, como as aves), no interior do gerador,
também com nutrição vitelina (animais ovovivíparos, como alguns
répteis), ou ainda no interior, mas com alimentação fornecida pelo
organismo (caso dos animais vivíparos, como os mamíferos).
Fases de desenvolvimento embrionário. A complexidade do processo de
crescimento do embrião impõe a atribuição de denominações específicas a
numerosas células e grupamentos celulares que intervêm em suas
sucessivas etapas de desenvolvimento.
Segmentação: O começo do processo embrionário consiste na divisão
mitótica do zigoto, que dá origem a duas células que voltam a
dividir-se. O processo se repete à medida que aumenta o número de
células (2, 4, 8, 16...) até formar uma densa esfera de células, a
mórula. O resultado final desse processo, chamado segmentação, é o
estado da blástula (nos mamíferos, blastocisto), formada por um conjunto
de células denominadas blastômeros e que normalmente contêm uma
cavidade, o blastocele (lecitocele nos mamíferos).
Gastrulação: O estado da blástula dá lugar a outro mais
desenvolvido, o da gástrula, mediante o processo chamado gastrulação, em
que se formam as três camadas celulares fundamentais dos embriões dos
animais superiores: o ectoderma na parte externa, o endoderma na interna
e o mesoderma entre ambas. Durante a gastrulação, desaparece o
blastocele (se existia) e forma-se uma nova cavidade, o arquêntero, que
dará lugar ao intestino do animal. O arquêntero comunica-se com o
exterior por um orifício dito blastóporo, onde têm origem a boca do
animal (nos protostomados) e o ânus (nos deuterostomados).
O ectoderma e o endoderma podem formar-se mediante diferentes
mecanismos, os mais comuns dos quais são a embolia, em que uma parte da
blástula se invagina e cresce até entrar em contato com a parte não
invaginada, e a epibolia, em que uma parte da blástula cresce e recobre o
resto. Uma vez formados o ectoderma e o endoderma, o mesoderma
origina-se a partir das células de um deles ou de ambos.
Organogênese: Depois de formar-se a gástrula, ocorre proliferação
celular e amplo movimento e migração de células, abre-se um poro
secundário (que origina a boca ou o ânus) e formam-se pregas e bolsas,
fenômenos que, em conjunto, se conhecem como organogenesia, e que dão
lugar à constituição dos diferentes órgãos do animal. De modo geral, o
ectoderma constitui o sistema nervoso e a pele, o endoderma os aparelhos
respiratório e digestivo, como as glândulas a estes associadas, e o
mesoderma os ossos, os músculos, os aparelhos excretor, circulatório e
reprodutor.
Animais amniotas: Os embriões de répteis, aves e mamíferos
encontram-se protegidos por uma série de membranas. O cório acha-se
imediatamente debaixo da casca do ovo nos répteis, aves e mamíferos
monotremados e une-se à parede do útero da mãe nos mamíferos superiores,
para formar a placenta. A segunda membrana é o âmnio, que contém o
líquido amniótico.
As duas camadas restantes são invaginações do tubo digestivo: o saco
vitelino, cheio de vitelo (exceto nos mamíferos superiores), que serve
de alimento ao embrião, e o alantóide, que nos animais que põem ovos se
liga à casca pormeio de vasos e serve tanto para a respiração como para o
acúmulo de substâncias rejeitadas. Nos mamíferos superiores, liga-se à
placenta, serve às mesmas funções e ao transporte de alimentos
fornecidos pelo sangue da mãe. Nesses animais, o alantóide e a vesícula
vitelina (muito reduzida) são rodeados por tecido conectivo e pela pele,
constituindo o cordão umbilical.
Regulação e mosaico: Nos primeiros passos da segmentação, varia o
comportamento de certas espécies, nas quais está determinada a parte do
corpo originada de cada célula ou blastômero. Diz-se, em tal caso, que o
embrião apresenta um comportamento de mosaico, ou que está determinado.
Por exemplo, nas ascídias, animais em geral marinhos, quando se separa
um dos blastômeros formados depois da primeira divisão celular, o
restante produz apenas a metade do embrião.
Em outros casos, como o do ouriço-do-mar, uma operação similar resulta
na produção do embrião completo: o blastômero restante é capaz de
assumir as funções do que foi eliminado. Diz-se, então, que o ovo
apresenta regulação. É um mecanismo desse tipo que intervém no
desenvolvimento do embrião humano. Em geral, depois de algumas divisões
celulares a partir da inicial do zigoto, cada zona do embrião está
determinada e se denomina campo morfogenético.
Indução: Ao se transplantar para um embrião de anfíbio certos
tecidos de outro embrião, os tecidos adjacentes aos transplantados não
se desenvolvem como habitualmente, para dar lugar à estrutura que
originariam em condições normais, mas se transformam em outros,
associados aos transplantados. Dá-se a esse fenômeno o nome de indução.
Quando, por exemplo, se transplanta de um embrião uma estrutura em forma
de círculo retirada da área do globo ocular para a área do ectoderma
ventral de outro embrião, as áreas adjacentes ao transplante, que
normalmente produzem pele, se diferenciam e formam o cristalino do olho.
Um exemplo mais espetacular é o transplante do lábio dorsal do
blastóporo, que provoca a formação de um embrião secundário completo.
Devido a isso, se conhece essa área como centro organizador. Acredita-se
que a segregação de uma substância, chamada organizadora, seja
responsável pela organização dos tecidos do embrião. Estima-se que, nas
sucessivas etapas de diferenciação dos tecidos, produzem-se fenômenos de
indução desse tipo que, devidamente controlados, possibilitam a
reparação de defeitos e malformações congênitas de origem embrionária.
Embriologia humana
Apesar dos progressos na fecundação humana em proveta, certas
particularidades do desenvolvimento embrionário ainda não estão bem
esclarecidas. Conhecer a idade exata de um embrião ou feto é
praticamente impossível, pois raramente se consegue determinar o momento
exato em que se deu a fecundação. Sabe-se, porém, que ocorre nas 24
horas depois da ovulação e, em média, nas mulheres que apresentam ciclos
menstruais bem definidos, dá-se freqüentemente no 14º dia após iniciado
o último período menstrual.
Quando se levam em conta diferentes casos isolados ou ainda diferentes
gestações de uma mesma mulher, verifica-se que o período de
desenvolvimento intra-uterino é bastante variável. Por ocasião do parto,
em cinqüenta por cento dos casos o feto tem 266 dias (com uma margem de
sete dias para mais ou para menos) -- ou seja, 280 dias, o que
corresponde ao tempo convencional de uma gestação, menos os 14 dias
correspondentes à primeira metade do ciclo menstrual.
O período pré-natal pode ser dividido em três etapas, mais ou menos
distintas: (1) implantação do blastocisto, o que corresponde às três
primeiras semanas do desenvolvimento, quando ficam diferenciados os
epitélios germinativos e esboçadas as membranas extra-embrionárias; (2)
fase embrionária (da quarta à oitava semana), quando os processos de
diferenciação e crescimento são muito rápidos e se constituem os
principais sistemas de órgãos; (3) fase fetal (do terceiro ao nono mês
de gestação), quando há uma complementação parcial do crescimento e
alterações na forma externa.
Implantação do blastocisto: Numa ejaculação normal, são lançados
cerca de três centímetros cúbicos de sêmen, que contêm de 200 a 300
milhões de espermatozóides. Depois de liberados dos túbulos seminíferos,
os espermatozóides tornam-se ativos e, depositados na vagina,
espalham-se por todo o útero e trompas, chegando ao infundíbulo. Se
tiver ocorrido ovulação, o óvulo cai no infundíbulo, onde é fecundado.
Graças aos movimentos conjugados dos cílios existentes na camada
epitelial e às contrações rítmicas da trompa, o ovo é deslocado para o
útero.
Não se sabe exatamente quanto tempo o óvulo gasta para atravessar a
trompa (oviduto). Presume-se que esse tempo seja de três a quatro dias.
No sexto dia depois da fecundação, o blastocisto "fixa-se" no endométrio
do útero, iniciando a fase de implantação. Nessa fase, o embrião vive à
custa do material difusível através do endométrio, uma vez que suas
reservas nutritivas (vitelo) são mínimas. A implantação ocorre
normalmente na parede posterior do corpo do útero, no espaço entre a
abertura de glândulas do endométrio. Não é raro, porém, o blastocisto
implantar-se em locais anormais, fora do corpo do útero. Em geral isso
leva à morte do embrião, e a mãe sofre severa hemorragia durante o
primeiro ou segundo mês de gestação.
Fase embrionária: Durante o segundo mês de gestação, ou seja, da
terceira à oitava semana do desenvolvimento, o embrião atinge cerca de
25mm. As partes da cabeça e do tronco podem facilmente ser reconhecidas.
Dobrado sobre si mesmo, o embrião mantém a parte superior da cabeça
voltada para baixo, em direção à cauda. Aparecem os rudimentos dos
membros (quarta a quinta semana).
Os órgãos genitais podem ser considerados como indiferenciados, pois não
têm forma definida, de modo que, pelo simples exame deles, não se
consegue indicar o sexo do embrião. Na região da face, o desenvolvimento
caracteriza-se pela formação do nariz (a partir dos placóides nasais,
que se situam na parte frontal, pouco acima da "boca") e pela
diferenciação do olho, a partir dos placóides ópticos.
Fase fetal: A partir do terceiro mês, o embrião, que agora se
chama feto, inicia alguns movimentos respiratórios, apesar de estar
imerso no líquido amniótico. Seus movimentos ainda não são percebidos
pela mãe. Os olhos deslocam-se para a posição definitiva e inicia-se a
diferenciação na genitália externa. No quarto mês, o feto tem o peso
aumentado em aproximadamente seis vezes (passa de vinte para 120
gramas).
Durante o quinto e o sexto mês de gestação, inicia-se o crescimento dos
cabelo, cílios e supercílios, bem como um desenvolvimento acentuado das
unhas. Os movimentos realizados pelo feto são perfeitamente percebidos
pela mãe. Caso seja retirado do ventre materno, consegue manter a
respiração por mais 24 horas e pode até sobreviver em um incubador,
desde que tomados alguns cuidados especiais.
Inicia-se no oitavo mês da gestação a deposição de gordura subcutânea,
de maneira que o feto perde a aparência enrugada do estágio anterior.
Por ser a cabeça bastante pesada em relação ao corpo, o feto ocupa, no
útero, uma posição normalmente invertida. Sua pele está recoberta de uma
substância esbranquiçada e gordurosa, a vernix caseosa, composta de uma
secreção produzida pelas glândulas sebáceas.
O feto ganha muito peso durante os dois últimos meses da gestação.
Devido, porém, à perda de eficiência da placenta, pára de crescer por
volta do 260o dia de gestação. Depois do nascimento, o recém-nascido é
capaz de manter sua temperatura corporal, graças à aceleração de seu
metabolismo.
Placenta: Originalmente formada pela associação das membranas
extra-embrionárias (cório e alantóide) e do endométrio do útero, a
placenta é um órgão temporário, mas o principal responsável pelo
intercâmbio de alimento e oxigênio necessários ao desenvolvimento do
feto. Deve desempenhar, para o feto, as funções que, no adulto, são
normalmente desempenhadas pelos pulmões, fígado, intestino, rins e
glândulas endócrinas. Atua ainda como barreira para muitos
microrganismos patogênicos e várias substâncias tóxicas, prevenindo sua
transfusão da mãe para o feto. Com a forma e o tamanho de um prato
fundo, liga-se ao feto pelo cordão umbilical.
Também podem passar pela placenta aminoácidos, uréia, ácido úrico,
creatina e creatinina. A transmissão dos carboidratos é mais complicada:
a placenta é capaz de retirar a glicose do sangue da mãe e convertê-la
em glicogênio, que parece ser a reserva alimentar do feto. Além disso,
passam facilmente da mãe para o feto íons de sódio, potássio, magnésio,
fósforo e cálcio, água, vitaminas, hormônios, antígenos, anticorpos,
alguns medicamentos e quase todos os vírus.
A mãe pode então imunizar, passivamente, o filho, pela transfusão de
anticorpos produzidos pela imunização ativa de qualquer infecção que ela
tenha tido. Assim, se ela estiver defendida de certas doenças como a
difteria, a escarlatina ou a varíola, o feto estará imunizado contra
essas doenças infecciosas.
Gêmeos e partos múltiplos: Na espécie humana, a estrutura e
função do útero da mulher estão adaptadas ao desenvolvimento de um só
indivíduo, o que corresponde ao tipo mais comum de reprodução. Os gêmeos
representam um desvio dessa condição normal, pois de um mesmo útero
nascem dois ou mais indivíduos. Tudo indica que a disposição gemelar
decorre de um caráter hereditário que envolve tanto a mãe como o pai,
mas principalmente a mãe.
Alguns gêmeos são tão parecidos que dificilmente se consegue
distingui-los (iguais, univitelinos), enquanto outros são pouco
parecidos e podem ser inclusive de sexos opostos (desiguais, fraternos,
dizigóticos). Os primeiros derivam de um único ovo e ocorrem numa
freqüência de cerca de três para mil partos simples.
Gestação e parto; Obstetrícia
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30 de mai. de 2012
Anexos embrionários

Anexos embrionários são estruturas que se originam dos folhetos germinativos e que, entre outras funções, protegem e nutrem o embrião de répteis, aves e mamíferos.
O anexo embrionário ocorre em todos os vertebrados, sendo o único anexo embrionário presente nos peixes e anfíbios. Os anexos embrionários desaparecem durante o desenvolvimento e não estão presentes nos adultos.
SACO VITELÍNICO Presente nos peixes, répteis, aves e mamíferos. É uma estrutura em forma de saco, revestida externamente pela mesoderme e, internamente, pela endoderme e constituída de um nutriente, denominado vitelo. Nos mamíferos, o saco vitelínico é reduzido e apresenta pouco vitelo, portanto, este anexo não é relevante para o processo de nutrição do embrião dos mamíferos, tal função é realizada pela placenta. Sua principal função é armazenar reservas nutritivas durante o desenvolvimento do embrião. Nos mamíferos esse anexo é reduzido, pois a placenta assume a função de nutrição do embrião. Ligado ao intestino embrionário e ao embrião por meio de ductos, auxilia nos processos relativos à alimentação do indivíduo em formação. Isto é possível porque ele envolve o vitelo; as células derivadas do mesoderma digerem seus componentes e estes são distribuídos para os vasos sanguíneos do embrião, formados a partir do mesoderma. Animais ovovíparos geralmente nascem logo após a reabsorção do saco vitelínico. O cavalo-marinho é um exemplo. Neste, assim como em outros peixes, apenas este anexo embrionário está presente, e o vitelo se encontra abrigado em células denominadas macrômeros, e não em uma membrana vitelina. Embrião e saco vitelínico ficam envoltos por uma membrana: o cório. |
![]() Membrana embrionária de aves, répteis e mamíferos que, nestes últimos (mamíferos), forma a placenta juntamente com o cório. É uma estrutura em forma de saco ou vesícula, ligada a parte posterior do intestino do embrião. Origina-se de uma saliência do intestino primitivo. Assim como o saco vitelínico, o alantóide é formado pela mesoderme e endoderme. Sua principal função é remover e armazenar excretas produzidas pelo metabolismo do embrião. Em répteis e aves, armazena os resíduos nitrogenados formados pelo embrião durante o desenvolvimento. Nos mamíferos, isso não ocorre, pois as excretas nitrogenadas são eliminadas via placentária. Nos embriões dos répteis e aves, o alantóide apresenta também função respiratória - retira oxigênio do ar, devolvendo gás carbônico - e tem, ainda, a função de extrair o cálcio da casca do ovo, que será utilizado na formação do esqueleto. A descalcificação da casca facilita seu rompimento no momento da eclosão do filhote. Nos mamíferos, os vasos sanguíneos da alantóide auxiliam na formação da placenta. A alantóide tem ainda função excretora. Em embriões de répteis e aves é nele que são descarregados os produtos da excreção nitrogenada, representados notadamente pelo ácido úrico, substância esbranquiçada e pouco solúvel em água, menos tóxica que a amônia (dos peixes) e a uréia (dos mamíferos). Durante a permanência do embrião dentro do ovo com casca, o ácido úrico se mantém confinado dentro do alantóide. Os répteis, as aves e os mamíferos são amniotas e alantoidianos, por formarem âmnion e alantóide, respectivamente. Os peixes e os anfíbios são anamniotas e analantoidianos, por não formarem âmnion nem alantóide. |
ÂMNIO Presente nos répteis, nas aves e nos mamíferos. O âmnio surge pela primeira vez nos répteis e é uma importante adaptação à vida no meio terrestre. Isso porque protege o embrião da dessecação e torna a reprodução independente da presença de água. O âmnio envolve o embrião e posteriormente o feto e também reveste o cordão umbilical. Os animais que desenvolvem o âmnio durante a sua embrigênese denominam-se amniotas. O âminio é uma fina membrana, formada pela ectoderme e a mesoderme, que constitui a bolsa amniótica (ou saco amniótico). Sua função é produzir o líquido amniótico que é composto de eletrólitos, proteínas, aminoácidos, substâncias nitrogenadas, lipídios, carboidratos, vitaminas, hormônios e células esfoliadas. O líquido amniótico é normalmente engolido pelo feto e absorvido pelo trato gastrointestinal. Ele evita o ressecamento do embrião e o protege contra choques mecânicos. |
CÓRION O córion é uma membrana delgada e assim como o âmnio, formado pela ectoderme e a mesoderme e exerce as seguintes funções: proteção térmica, proteção contra a entrada de microorganismos patogênicos, e juntamente com o alantóide auxilia nas trocas gasosas. Ocorre nos répteis, aves e mamíferos. É o anexo embrionário mais externo; envolve e protege os demais anexos. Em répteis e aves, o córion se une ao alantóide, formando o alantocórion. O alantocórion fornece proteção e realiza trocas gasosas entre o embrião e o meio externo. Nos mamíferos, o córion se une ao alantóide formando a placenta. |
PLACENTA Ocorre apenas nos mamíferos e é formada pela união do córion e alantóide, do embrião, mais o endométrio materno. Por ser formada pela união de anexos embrionários fetais mais tecidos maternos, muitos autores consideram a placenta como um órgão, e não como um anexo embrionário. A placenta permite a fixação do embrião na parede do útero, realiza trocas gasosas entre o feto e o sangue materno, permite a passagem de nutrientes para o embrião e promove a retirada de excretas. |
Biodiversidade - Resumo
Para estudar os seres vivos
existentes na Terra, desde a Antiguidade procura-se reuni-los em grupos,
formados de acordo com algum critério. O lugar onde eles vivem já foi um
critério de agrupamento. Assim, os seres vivos eram classificados em aéreos,
aquáticos e terrestres. Outra forma de classificá-los foi considerar a sua
utilidade ao homem. E então eles foram divididos em úteis, nocivos e
indiferentes. Hoje, entretanto, os seres vivos podem ser classificados com base
em características tanto externas quando interna, que revelam o grau de parentesco
entre eles. Mesmo técnicas de biologia molecular vem sendo utilizadas para
identificar esse grau de parentesco. Os cientistas desenvolveram um sistema de
classificação - universalmente aceito - e detalhado a seguir.
Com certeza, o homem não conhece todos os seres vivos que habitam a Terra, pois
eles constituem uma variedade muito grande. É essa grande variedade de seres
vivos existentes no nosso planeta que chamamos de biodiversidade.
Sobre a biodiversidade da Terra, podemos destacar o seguinte:
·
Alguns deles são domesticados, outros estão próximos - no zoológico
-, árvores e plantas estão em todo lugar: avenidas, jardins, parques, vasos,
etc;
·
Há seres vivos que você conhece somente pro meio de filmes ou de
revistas;
·
Existem outros seres vivos na Terra que nem os cientistas e
pesquisadores ainda conhecem.
Alguns especialistas estimam que existam entre cinco e trinta milhões de
espécies de seres vivos na Terra, mas apenas cerca de um milhão e quatrocentas
mil são conhecidas neste início de século XXI.
Classificação dos seres vivos
É muito difícil estudar isoladamente todos os seres vivos conhecidos na Terra.
Saber como eles são, onde se abrigam, como se reproduzem, por exemplo, não é
uma tarefa fácil.
Na tentativa de entender melhor a evolução dos grupos de seres vivos e suas
relações de parentesco, os cientistas fazem a sua classificação. Classificar é
agrupar, formar grupos, obedecendo a determinados critérios. Exemplos: Grupo
dos macacos (macaco-aranha, sagüi, bugio, etc.); Grupo dos pássaros (curió,
canário, pardal, beija-flor, etc.); Grupo dos cães (pequinês, yorkshire
terrier, perdigueiro, pastor alemão, etc).
Espécie e gênero
Espécie é o conjunto de indivíduos semelhantes que podem cruzar-se entre si,
gerando descendentes férteis.
Para entender bem esta definição, veja o exemplo do cavalo e da égua. Eles
podem cruzar-se e dão origem a um descendente fértil, isto é, que também pode
originar descendentes. Por isso, eles são da mesma espécie.
Do cruzamento de um jumento com uma égua nascerá um burro (macho) ou uma mula
(fêmea). Estes animais serão estéreis, isto é, não podem dar origem a
descendentes. Portanto o cavalo (e a égua) e o jumento são de espécies diferentes.
Espécies mais aparentadas entre si do que com quaisquer outras formam um
gênero.
Os cães e os lobos são parentes próximos e também muito semelhantes. Assim,
todos esses animais foram classificados no gênero Canis.
Com as noções de gênero e espécie, o cientista sueco Carlos Lineu (1707 - 1778)
classificou todos os seres vivos até então conhecidos. Para isso, empregou
sempre duas palavras para dar nome a eles.
Nome científico
As duas palavras do nome científico são escritas no idioma latim. Essa língua,
usava pelos antigos romanos, foi escolhida por ser um idioma morto, ou seja,
ninguém mais o utiliza no dia a dia. Os idiomas em uso geralmente sofrem
alterações, trazendo mais de um significado para uma determinada palavra. Outra
vantagem de utilizar um idioma universal científico seria o fato de os seres
vivos descritos em trabalhos científicos serem identificados por um pesquisador
em qualquer parte do planeta, seja ele chinês, alemão, português, brasileiro ou
finlandês.
O nome científico deve estar destacado do texto de alguma maneira para
facilitar a sua identificação. Isso pode ser feito com letras em negrito, em
itálico ou sublinhadas.
Lineu chamou o cão, por exemplo, de Canis familiaris e o lobo de Canis
lupus. Observe que a primeira palavra é escrita sempre em maiúscula e a
segunda em minúscula.
A expressão formada da primeira palavra (Canis) mais a segunda (familiaris
ou lupus) representa a espécie a que pertence o animal. Assim, Canis,
é o nome do gênero ao qual pertencem, que é o mesmo para o cão e para o lobo.
Ou seja, cão e lobo são do mesmo gênero, mas de espécies diferentes.
O homem pertence à espécie Homo sapiens.
Gêneros podem ser agrupados e formar uma família
O conjunto de gêneros mais aparentados entre si do que com quaisquer outros
forma a família. Assim, o cão (Canis familiaris) e animais aparentados a
ele, como, por exemplo, o lobo (Canis lupus) e a raposa (Vulpes
vulpes) fazem parte da família dos canídeos (Canidae).
Famílias podem ser agrupadas e formar uma ordem
O conjunto de famílias mais aparentadas entre si forma uma ordem. Assim o cão,
o lobo e a raposa (da família dos canídeos) e o tigre (da família dos felídeos
- Felidae) fazem parte da ordem dos carnívoros (Carnivora).
Esses animais tem várias semelhanças e normalmente se nutrem apenas de carne -
daí o nome da ordem. Mas os ursos fazem parte da ordem carnívora e também se
alimentam de mel e de frutas e o cão doméstico, come também outros tipos de
alimento, além de carne.
Ordens podem ser agrupadas e formar uma classe
Um conjunto de ordens mais aparentadas entre si forma uma classe. Assim a
raposa (da ordem dos carnívoros), o rato (da ordem dos roedores - Rodentia),
o macaco e os seres humanos (da ordem dos primatas - Primates) e o
coelho (da ordem dos lagomorfos - Lagomorpha) fazem parte da classe dos
mamíferos - Mammalia).
A característica mais marcante dessa classe é a presença de glândulas mamárias,
que nas fêmeas são desenvolvidas e produzem o leite que alimenta os filhotes.
Classes podem ser agrupadas e formar um filo
O conjunto de classes mais aparentadas entre si forma um filo. Assim, o boi (da
classe dos mamíferos), a galinha (da classe das Aves - Aves), a tainha
(da classe dos peixes - Osteichthyes), o sapo (da classe dos anfíbios - Amphibia)
e a cobra (da classe dos répteis - Reptilia) fazem parte do filo dos
cordados (Chordata).
Esses animais são semelhantes porque possuem, na fase de embrião, uma estrutura
chamada notocorda, com função de sustentação. A notocorda pode desaparecer ou
não. Nos animais que possuem vértebras (vertebrados), como os seres humanos, a
notocorda desaparece durante o desenvolvimento embrionário. Em seu lugar
forma-se a coluna vertebral.
Filos podem ser agrupados e formar um reino
O conjunto de filos mais aparentados entre si forma um reino. Assim, o filo dos
cordados e todos os outros filos de animais formam o reino dos animais
(Animalia).
Os animais são semelhantes porque são pluricelulares, heterotróficos e tem
tecidos especializados.
Os cinco grandes reinos
Durante muitos séculos os seres vivos foram classificados em apenas dois
reinos: animal e vegetal. Para fazer esta classificação os cientistas levaram
em consideração dois critérios:
·
Todos os seres vivos que se locomovem e são heterotróficos seriam
animais;
·
Todos os seres que não se locomovem e que apresentam clorofila
seriam vegetais.
Em muitos casos, essas características podem ser facilmente observadas. As
girafas são animais porque se movimentam - anda, corre, mexe a cabeça para
procurar alimento e a árvore e o capim são vegetais porque são fixos e tem
clorofila (são verdes).
Em outros seres vivos, porém, as diferenças não são tão claras.
·
Os cogumelos não tem clorofila e não se locomovem. Portanto, não são
animais nem vegetais;
·
Com o desenvolvimento do microscópio, descobriam-se micro-organismos
que não tinham características de vegetal nem de animal ou tinham
características dos dois grupos, dificultando a sua classificação. Um bom
exemplo disso é a euglena. Ela possui clorofila e se locomove. Trata-se de um
vegetal ou animal?
A partir de 1969, então, os cientistas estabeleceram um novo sistema de
classificação, agrupando os seres vivos em cinco reinos. São eles:
·
Reino da moneras (ou reino Monera) - Engloba todos os seres
unicelulares e procariontes, isto é, que não possuem núcleo individualizado por
uma membrana em suas células; o material genético desses seres encontra-se
disperso no citoplasma. São as bactérias e as cianofíceas (também chamadas de
cianobactérias e de algas azuis);
·
Reino dos protistas (ou reino Protista) - É formado somente por
seres unicelulares e eucariontes, isto é, que possuem núcleo individualizado
pro uma membrana. São os protozoários e as algas unicelulares eucariontes;
·
Reino dos fungos (ou reino Fungi) - Engloba seres vivos
eucariontes, unicelulares ou pluricelulares e heterotróficos; suas células
possuem parede celular;
·
Reino das plantas ou dos vegetais (ou reino Plantae ou Metaphyta)
- Engloba todas as plantas. Esses seres são pluricelulares, autotróficos e
possuem tecidos especializados;
·
Reino dos animais (ou reino Animalia ou Metazoa) -
Engloba todos os seres vivos pluricelulares, heterotróficos e com tecidos
especializados. Suas células são possuem parede celular.
Curiosidade => O lobo-da-tasmânia, animal que parece um lobo ou um cão, é
encontrado na Austrália e desempenha atividades e funções em seu ambiente
semelhantes às dos lobos e cães de outras regiões do planeta.
No passado, os taxonomistas - cientistas que estudam a evolução e a
classificação dos seres vivos -, considerando as características externas desse
animal, pensavam que ele fosse parente próximo dos lobos e cães.
Estudando o desenvolvimento embrionário e outras características do
lobo-da-tasmânia, os taxonomistas modernos perceberam que o animal possui uma
bolsa especial que abriga os filhotes ainda na forma de feto e que lhes dá
proteção e os alimenta. Constataram, então, que o lobo-da-tasmânia é mais
aparentado com gambás e cangurus. Ele é um marsupial.
2 de abr. de 2012
Dicas de estudo * divisão celular 1º ano
DIVISÃO CELULAR –
MITOSE
A
mitose é um processo importante no crescimento dos organismos multicelulares e
nos processos de regeneração de tecidos do corpo, pois ocorre nas células
somáticas. Nos unicelulares, é tipo de divisão que ocorre quando há reprodução
assexuada por bipartição (divisão binária).
- Prófase
Fases da - Metáfase
Mitose - Anáfase
- Telófase
Prófase
Ø Condensação dos cromossomos duplicados;
Ø Nucléolo desaparece;
Ø Surgem as fibras do fuso mitótico;
Ø Carioteca desaparece;
Ø Cromossomos prendem-se as fibras do fuso mitótico.
Metáfase
Ø Cromossomos duplicados atingem o equador
celular(região mediana da célula;
Ø Alinhados em um mesmo plano formam a placa metafásica;
Ø Atingem o máximo de condensação, tornando-se bem
visíveis.
Anáfase
Ø Separação completa das cromátides de cada cromossomo;
Ø Migração para pólos opostos da célula;
Ø Cada pólo da célula recebe o mesmo material cromossômico.
Telófase
Ø Cromossomos se descondensam:
Ø Carioteca e nucléolo são reorganizados;
Ø Fibras do fuso vão desaparecendo;
Ø Ao final da telófase os dois núcleos filhos têm o
mesmo aspecto do núcleo interfásico;
Ø Ocorre cariocinese e citocinese.
DIVISÃO CELULAR –
MEIOSE
A meiose é a divisão celular em que o
número de cromossomos é reduzido à metade. Assim, a célula –mãe diplóide (2n)
gera células filhas haplóide (n). Ocorre por exemplo na formação dos gametas.
Na
meiose ocorrem duas divisões sucessivas dando orogem a quatro células. Essas
divisões são reunidas em duas etapas, denominadas primeira divisão meiótica e segunda
divisão meiótica ou meiose I e meiose II, respectivamente.
A
meiose I é reducional (reduz ao meio o número de cromossomos) e a meiose II é equacional (o número de cromossomos das
células que se dividem mantém-se o mesmo nas células que se formam).
As
fases das duas etapas da meiose são:
-Prófase I
Meiose I -
Metáfase I
- Anáfase I
- Telófase I
- Prófase II
Meiose
II - Metáfase II
- Anáfase II
- Telófase II
Prófase I – foi dividida para facilitar o estudo, em cinco
sub-fases consecutivas: leptóteno,
zigóteno, paquíteno, diplóteno e
diacinese.
Leptóteno – Cromossomos homólogos começam a parear.
Zigóteno – Cromossomos homólogos completamente pareados.
Paquíteno – Ocorre visualização de quiasmas devido ao cossing-over.
Diplóteno – Homólogos começam a se afastar.
Diacinese – Homólogos continuam a se afastar, nucléolo e
carioteca desaparecem e homólogos pareados prendem-se as fibras do fuso de
divisão.
Metáfase I – Os cromossomos duplicados e pareados permanecem
dispostos no equador da célula. Os cromossomos atingem o grau máximo de
condensação e os quiasmas mantêm os cromossomos homólogos unidos.
Anáfase I – O par de cromossomos homólogos separa-se, indo um
cromossomo duplicado de cada par para um pólo da célula.
OBS: Na mitose, ao final da anáfase
, encontram-se 2n cromossomos não duplicados em cada pólo da célula e na meiose
encontram-se n cromossomos duplicados.
Telófase I – O que ocorre na telófase I da meiose é bastante semelhante
ao que acontece na telófase da mitose: os cromossomos desespiralizam-se, a
carioteca e o nucléolo reorganizam-se e ocorre citocinese.
RESUMO COMPARATIVO DAS FASES DA MITOSE COM AS DA MEIOSE I
FASES
|
MITOSE
|
MEIOSE I
|
Prófase
|
Cromossomos homólogos não se pareiam.
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Cromossomos homólogos pareiam-se.
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Metáfase
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Placa equatorial formada pelos cromossomos
duplicados e não pareados.
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Placa equatorial formada pelas tétrades (pares de
homólogos duplicados)
|
Anáfase
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Ocorre a divisão do centrômero.
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Não ocorre a divisão do centrômero.
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Telófase
|
Em cada pólo da célula encontram-se 2n cromossomos não-duplicados.
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Em cada pólo da célula encontram-se n cromossomos duplicados.
|
Meiose II – Fases.
Prófase II – É semelhante à da mitose, e bem mais rápida que a
prófase I. Forma-se o fuso, às vezes perpendicular ao anterior.
Metáfase II – Os cromossomos se dispõem na placa equatorial e
ligam-se às fibras do fuso. Ao final da metáfase, com a divisão do centrômero,
as cromátides passam a constituir , cada uma, um cromossomo com centrômero
próprio.
Anáfase II – Os cromossomos-filhos migram para pólos opostos.
Telófase II – Já nos pólos, os cromossomos se desespiralam, e os
nucléolos reaparecem. O citoplasma se divide: são agora quatro células n,
originadas a partir da célula 2n que iniciou o processo.